O sertão do tempo

Eu paro por um minuto.
Mas há dias em que o tempo parece muito relativo. Tá... relativo mais que o comum. Alguns anos cabem em alguns segundos e a sensação é de que já estou bem mais velho.
Infelizmente isto me é familiar. É provocado pela inércia de ter amigos, um violão, canções escritas e não ter um pingo de iniciativa para se viver a jovialidade. Antigamente costumava-se viver bem com pouco. Isso porque se entendia que o pouco poderia ser muito e para isso bastava utilizar o prisma da boa vontade.
Hoje, com vinte anos, sinto que Ben Button sentiria pena de mim.
O acaso está brigado comigo e a previsibilidade é o que me certa por todos os lados.
No sertão de chatice, convivo com a seca de aventuras e, como diz o poeta, não sou eu quem mato o tempo; é ele quem está me consumindo e me matando.
Ainda tenho tempo para virar o relógio de areia. E é bom que ele não se quebre e enterre boas e divertidas histórias que meus netos gostariam de ouvir.

1 comentários:

mayelle disse...

Todos nós um dia nos sentimos exatamente do mesmo jeito, o bom é que temos ainda uma frase que nos motiva : "Nunca é tarde". Nunca é tarde para fazermos o que queremos, nunca é tarde pra realizarmos sonhos, nunca é tarde para nos tornarmos extamente o que idealizamos. Não importa que o tempo passe, mas importa quando fizemos o tempo e tudo a nossa volta parar. Pelo menos é como me sinto quando realizo algo que quero mtoO. rs

Postar um comentário